15 de junho de 2009
11 de junho de 2009
10 de Junho e o jogo da velha
No meu primeiro dia de Camões a trabalhar tenho uma missão, ir ate aos escritórios da Telefónica em SJC, para formalizar uma reclamação. Nem vou entrar em detalhes sobre o serviço da Telefónica.
No meio de uma chuvada entro no edifício e fico uns segunditos a observar, não esperava nada daquilo num edifício de uma operadora de telecomunicações. A questão era mesmo que não tinha muito por onde olhar... parecia um pavilhão mas sem nada dentro. Deslumbro duas senhoras atrás de um balcão e lá vou eu a pingar, perguntar onde é que era o atendimento a empresas. Resposta: não tem! (já nem me espanta). Continua uma das senhoras, mas você pode sempre ligar o 0800, mas isso, minha querida, eu já fiz, não me adiantou de nada e é por isso que estou aqui. Tentei explicar que já tinha uma série de protocolos nessa tal linha 0800 e a minha linha continuava bloqueada. Preciso mesmo de falar com alguém responsável. Não tem!
Acho que abri os olhos, como faço quando estou prestes a passar-me da cabeça, e uma das senhoras diz: Você pode é discar 2, jogo da velha e falar com a operadora. 2, JOGO DA VELHA?!!!! Começo a sentir uma vontade indescritível de me rir, já estava por tudo, tento controlar-me e digo: 2 eu sei o que é, mas jogo da velha não estou a ver!
Resposta: você disca o 2 e depois disca o jogo da velha (mas esta frase num tom mais alto).
Ok, sra da Telefónica, eu não sou surda, só não sei o que é o jogo da velha.
Então num acto de misericórdia, uma pega numa calculadora a outra num telefone e ambas mostram o número 2. (certo sras da Telefónica, tecla dois, isso eu aprendi na escolinha, mas muito obrigada na mesma!)
Pronta para ver a “luz”, mostram-me a tecla do jogo da velha. #
AAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHH! Ok! O cardinal é o vosso jogo da velha, agradeço o esclarecimento, rodo nos calcanhares, e vou embora sem nada resolvido (o que também já não me espanta). De volta à rua onde continuava a chover, mas agora com mais intensidade e eu de sorriso na cara ainda a pensar no jogo da velha...
No meio de uma chuvada entro no edifício e fico uns segunditos a observar, não esperava nada daquilo num edifício de uma operadora de telecomunicações. A questão era mesmo que não tinha muito por onde olhar... parecia um pavilhão mas sem nada dentro. Deslumbro duas senhoras atrás de um balcão e lá vou eu a pingar, perguntar onde é que era o atendimento a empresas. Resposta: não tem! (já nem me espanta). Continua uma das senhoras, mas você pode sempre ligar o 0800, mas isso, minha querida, eu já fiz, não me adiantou de nada e é por isso que estou aqui. Tentei explicar que já tinha uma série de protocolos nessa tal linha 0800 e a minha linha continuava bloqueada. Preciso mesmo de falar com alguém responsável. Não tem!
Acho que abri os olhos, como faço quando estou prestes a passar-me da cabeça, e uma das senhoras diz: Você pode é discar 2, jogo da velha e falar com a operadora. 2, JOGO DA VELHA?!!!! Começo a sentir uma vontade indescritível de me rir, já estava por tudo, tento controlar-me e digo: 2 eu sei o que é, mas jogo da velha não estou a ver!
Resposta: você disca o 2 e depois disca o jogo da velha (mas esta frase num tom mais alto).
Ok, sra da Telefónica, eu não sou surda, só não sei o que é o jogo da velha.
Então num acto de misericórdia, uma pega numa calculadora a outra num telefone e ambas mostram o número 2. (certo sras da Telefónica, tecla dois, isso eu aprendi na escolinha, mas muito obrigada na mesma!)
Pronta para ver a “luz”, mostram-me a tecla do jogo da velha. #
AAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHH! Ok! O cardinal é o vosso jogo da velha, agradeço o esclarecimento, rodo nos calcanhares, e vou embora sem nada resolvido (o que também já não me espanta). De volta à rua onde continuava a chover, mas agora com mais intensidade e eu de sorriso na cara ainda a pensar no jogo da velha...
10 de junho de 2009
São Paulo
Cada fim-de-semana que passo em São Paulo a descoberta é constante, as vivências são sempre únicas e a vontade de voltar não passa nunca.
Estive num bar, de seu nome Skye com uma vista deslumbrante para a cidade. Ambiente exclusivo, pessoas bonitas de todas as nacionalidades, ouve-se falar em inglês, francês, alemão, um mimo para os ouvidos depois de tantos meses a ouvir “brasileiro”. Poder beber um red summer punch num sofá branco perto da piscina e apreciar a vista!
Depois ter o luxo de poder tomar um café, mas um café digno do nome. Novamente em ambiente exclusivo no Santo Grão.
Outro ambiente nada exclusivo, mas que me deixou... transtornada (não é a palavra certa)... admirada a puxar o espanto (é mais isso), foi a entrada num clube, de seu nome Vegas. Completamente GLS (Gay, lésbicas e simpatizantes!) até aqui tudo bem, não tenho nada contra, o problema era a confusão... não percebi nada daquilo, um gato a comer outro gato, uma gata a comer outra gata (mais uma vez digo que até aqui, cada um sabe de si, tudo bem!), mas depois o gato que comia gatos, passou para as gatas, as gatas que se esfregavam umas nas outras passavam para os gatos, a musica a bombar, aquele electrónico que entra no cérebro e rebenta com os neurónios. Ok!
Tá na hora de ir embora, entrar no táxi, tirar os sapatos, porque os pés gritavam de tantas dores... chegar a casa para umas horitas de descanso.. sr taxista! espere.. tenho que encontrar os sapatos..oi! seu pé cresceu? (resposta do sr. taxista!) foi! o pé cresceu e eu de rabo pró ar procurando os sapatos...
Como é bom viver em São José
Pediram-me um texto sobre como é viver em São José dos Campos. A minha resposta imediata foi uma gargalhada bem grande. Porque ainda estava sob o efeito de uma caipirinha de cachaça natural, porque surgiram-me logo algumas frases. Estilo: Como é bom viver nos campos! Como é bom demorar uma hora a chegar ao escritório e ter que esperar que as vaquinhas de decidam a deixar passar o ónibus. Como é bom ir ao centro da cidade às cinco da tarde e ver as senhoras da vida em plena função. Como é bom ir ao hipermercado e demorar uma hora na fila da caixa, independentemente do dia da semana. Como é bom viver numa cidade tranquila, sem agitação, sem alternativas, sem sustos! Como é bom viver numa cidade que fica a 1h de São Paulo, 2h da praia, 4h do Rio de Janeiro, 5h de Paraty, 16h da Foz do Iguaçu...
5 de junho de 2009
"Nunca se pode saber de antemão de que são capazes as pessoas, é preciso esperar, dar tempo ao tempo, o tempo é que manda, o tempo é o parceiro que está a jogar do outro lado da mesa, e tem na mão todas as cartas do baralho, a nós compete-nos inventar os encartes com a vida, a nossa,"
ensaio sobre a cegueira, José Saramago
3 de junho de 2009
Frente fria
Quando se pensa em Brasil, vem à memória imagens de praias, sol, calor, água de coco, humidade, o corpo a colar... pelo menos na minha imaginação era assim que eu deslumbrava. Muito calor, tops, calções e havaianas no pé.
Mas enganei-me. Faz frio em São José dos Campos. Mas não pensem, “olha a menina agora já não está habituada a um friozinho que começa logo a queixar-se.” Para esclarecer essas mentes duvidosas. Max: 19, min 4. É frio ou não?
Mas enganei-me. Faz frio em São José dos Campos. Mas não pensem, “olha a menina agora já não está habituada a um friozinho que começa logo a queixar-se.” Para esclarecer essas mentes duvidosas. Max: 19, min 4. É frio ou não?
31 de maio de 2009
a minha paixão
Assumo que tenho uma paixão por tudo o que seja sapatos. Agora imaginem EU no meio desta loja...
Melissas (divirtam-se)!
30 de maio de 2009
um sábado com febre
Cortei o cabelo. Cortei o meu cabelo, com as minhas mãos e uma tesoura cá em casa.Não tenho coragem para publicar as fotos, ainda!
é o que dá ter febre...
é o que dá ter febre...
29 de maio de 2009
sexta feira
Porque estou na cama com uma bela constipação e já me fartei dos quizs do facebook, vim para aqui.
Bela sexta feira a minha.. rodeada de lenços de papel, pastilhas para a garganta, leitinho com mel...
Bela sexta feira a minha.. rodeada de lenços de papel, pastilhas para a garganta, leitinho com mel...
Ninguém merece!!
suporte de partituras
Ontem descobri no meu armário um suporte de partituras. Achei piada à coisa e levei para a sala, coloquei uma revista no sítio das partituras e deixei ficar ao lado da televisão. Dá um ar engraçado à sala, pensei. Virei costas e fui à minha vida. Como não moro sozinha, quando passo pelo suporte de partituras, a visão era bem diferente..
28 de maio de 2009
Curioso
O primeiro postal que recebo no Brasil, chega directamente da Islândia.
Num dia cinzento, com sinais de gripe a percorrer-me o corpo, soube bem as palavras quentes de alguém a visitar um pais tão frio.
Não foi chazinho com mel e bolachinhas mas soube muito bem!
Num dia cinzento, com sinais de gripe a percorrer-me o corpo, soube bem as palavras quentes de alguém a visitar um pais tão frio.
Não foi chazinho com mel e bolachinhas mas soube muito bem!
Outro Brasil
foto da Mafalda
Ir a São Paulo e levar um banho de civilização foi a melhor coisa que me aconteceu, digamos nos últimos...humm... 20 dias. Chegar a uma cidade que tem metro (independentemente de não abranger a cidade toda, a questão aqui, é que existe!), com pessoas que se vestem bem, bonitas, que conseguem ter uma conversa inteligente, que sabem onde fica Portugal e que não começam a contar anedotas sobre portugueses.
Depois são as exposições, os restaurantes, os teatros, as baladas... uma cidade agitada, que não dorme, que oferece tudo. As compras na Rua Augusta e na Óscar de Freire, porque a menina também merece um banhito de lojas!!
E depois a diversão!
Obrigada aos inovs dos Jardins que me acolheram (a mim e a tequila toda que bebi)!
22 de maio de 2009
porque nem sempre faz sol no Brasil

"Acordei cansada. Detesto acordar com vontade de ficar mais tempo na cama. O meu despertar já não é fácil, nem famoso e acordar a sentir vontade de mais cama, não é nada bom. Depois da luta entre a minha cama e o meu corpo, lá fui tomar banho. Já desperta, pequeno-almoço, o tempo estava contado, tinha coisas para fazer e horários a cumprir. Depois... uma conversa torta. Muito bom, nada melhor para começar o dia. Conversa estúpida, sem importância, sem motivo aparente e sem causa nenhuma... uma estupidez. Uma dor de cabeça instalou-se sem pedir licença durante o resto do dia. Sem palavras o dia foi passando..."
directamente do meu diário
Aculturação II
Durante os 3 meses que estou no Brasil, vou fazendo a minha aprendizagem da cultura brasileira. A mais imediata foi a gastronómica, por razões óbvias, claro. Com o passar do tempo e conforme as necessidades, outras aprendizagens surgiram.
Primeiro é engraçado perceber que somos diferentes, depois vem a fase das comparações, porque em Portugal não é assim, porque fazemos assado, porque dizemos de forma diferente, etc.
Logo a seguir vem a fase do espanto. Como é que é possível?!?! Mas esta fase não nos leva a lado nenhum. Sei por experiência própria. Não é fácil ultrapassar a fase do espanto, acreditem. Os dias vão passando e já sei que gastar energia a questionar o porque das coisas, ou a perguntar-me como é que é possível, não me leva a bom porto. Vem então a fase da aceitação. E é nesta fase que tudo se simplifica e complica ao mesmo tempo.
Simplifica, porque já sei que é preciso ter calma, porque já não me chateio, porque dou por adquirido de que aqui tudo tem um ritmo próprio. Não adianta reclamar, barafustar, é aceitar.
Complica, porque se quero algo resolvido, sei que vai demorar e com jeito nem se resolve.
Então... então há que aceitar as diferenças e incorporar o temperamento brasileiro.
Por exemplo:
Se perguntarem a um brasileiro se sabe onde fica determinada rua, ou local, ele vai sempre responder que sim. O curioso, é que mesmo que ele não saiba, nunca vai dizer que não. Vai dar sempre uma indicação, completamente convicto do que está a dizer, não importa se está correcta ou não. Este povo não gosta de dizer não.
Fica um sentimento misto, por um lado não se houve um não redondo, a vida fica mais bonita mais simpática, mas depois complica, porque vamos na direcção errada, porque ficamos sem resposta, porque o que queremos resolvido não fica.
Mas o mais engraçado, é como se absorve outra cultura, todos os dias, sem me aperceber, de forma subtil.
O resultado imediato é o meu português, esta cada vez mais “abrasileirado”, com expressões de cá, com gerúndios, com erros gramaticais que levariam as minhas professoras de português a carregar nas canetas vermelhas e a darem-me negativas, daquelas bem grandes.
Depois vem aquilo que não é mais evidente. No outro dia dou comigo a dar indicações a um brasileiro que me perguntava onde ficava um local. Sem saber ao certo onde ficava dei as indicações todas, mas com uma cara muito séria, de pessoa que estava completamente convicta do que dizia.
Coisa engraçada, isto de aculturação.
Primeiro é engraçado perceber que somos diferentes, depois vem a fase das comparações, porque em Portugal não é assim, porque fazemos assado, porque dizemos de forma diferente, etc.
Logo a seguir vem a fase do espanto. Como é que é possível?!?! Mas esta fase não nos leva a lado nenhum. Sei por experiência própria. Não é fácil ultrapassar a fase do espanto, acreditem. Os dias vão passando e já sei que gastar energia a questionar o porque das coisas, ou a perguntar-me como é que é possível, não me leva a bom porto. Vem então a fase da aceitação. E é nesta fase que tudo se simplifica e complica ao mesmo tempo.
Simplifica, porque já sei que é preciso ter calma, porque já não me chateio, porque dou por adquirido de que aqui tudo tem um ritmo próprio. Não adianta reclamar, barafustar, é aceitar.
Complica, porque se quero algo resolvido, sei que vai demorar e com jeito nem se resolve.
Então... então há que aceitar as diferenças e incorporar o temperamento brasileiro.
Por exemplo:
Se perguntarem a um brasileiro se sabe onde fica determinada rua, ou local, ele vai sempre responder que sim. O curioso, é que mesmo que ele não saiba, nunca vai dizer que não. Vai dar sempre uma indicação, completamente convicto do que está a dizer, não importa se está correcta ou não. Este povo não gosta de dizer não.
Fica um sentimento misto, por um lado não se houve um não redondo, a vida fica mais bonita mais simpática, mas depois complica, porque vamos na direcção errada, porque ficamos sem resposta, porque o que queremos resolvido não fica.
Mas o mais engraçado, é como se absorve outra cultura, todos os dias, sem me aperceber, de forma subtil.
O resultado imediato é o meu português, esta cada vez mais “abrasileirado”, com expressões de cá, com gerúndios, com erros gramaticais que levariam as minhas professoras de português a carregar nas canetas vermelhas e a darem-me negativas, daquelas bem grandes.
Depois vem aquilo que não é mais evidente. No outro dia dou comigo a dar indicações a um brasileiro que me perguntava onde ficava um local. Sem saber ao certo onde ficava dei as indicações todas, mas com uma cara muito séria, de pessoa que estava completamente convicta do que dizia.
Coisa engraçada, isto de aculturação.
Aculturação
Quando duas culturas distintas ou parecidas são absorvidas uma pela outra, formando uma nova cultura diferente. Pode ser também a absorção de uma cultura pela outra, onde essa nova cultura terá aspectos da cultura inicial e da cultura absorvida.
21 de maio de 2009
18 de maio de 2009
Vila Ema
Final de semana dedicado à vila Ema. Um bairro recheado de restaurantes de todas as nacionalidades, cafezinhos, lojas e lojinhas, gelatarias, esplanadas, música e cores vivas. A descoberta foi feita a pé, as pernas ainda se ressentem da caminhada...encontrar cantos e recantos... Tivemos a virada cultural 2009, assistimos a um concerto de uma banda que toca as músicas de David Bowie, jantar no mexicano, margaritas de morango, café da madre, GoGó da Ema, bolo de chocolate...tudo muito gostoso!
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